Técnicas de memorização: quais funcionam de verdade?

As técnicas de memorização que funcionam de verdade no vestibular de Medicina são as que obrigam você a lembrar sem olhar: recuperação ativa, flashcards, revisão espaçada e questões misturadas de prova antiga. Eu acompanho vestibulandos de Medicina há mais de uma década.

Rendem mais

Recuperação ativa, flashcards, revisão espaçada e questões misturadas.

Só parecem funcionar

Reler o caderno, grifar a apostila e assistir aula de revisão.

Então, recado para você importante, sua memória não é ruim. O que acontece é que você está estudando do jeito errado.

Reler, grifar e rever aula dão a sensação de que o conteúdo entrou. Isso é ilusão de competência, que é quando a pessoa acha que ela está sabendo um conteúdo, mas ela não está. E nada disso treina o cérebro a buscar a informação na hora da prova.

Toda revisão que funciona começa pelo efeito teste. Essa revisão tem que me possibilitar saber o que eu já sei e eu não tenho que ficar gastando tempo com aquela teoria.

Toda revisão que funciona começa pelo efeito teste.

Aqui embaixo você encontra as técnicas que mais rendem, as que rendem pouco, qual usar em cada tipo de conteúdo e como encaixar tudo na sua semana.

Por que a gente esquece o que estudou?

A gente esquece porque esse é o caminho normal do cérebro. O que você estudou uma vez e não usou de novo some aos poucos, e é isso que a curva do esquecimento de Ebbinghaus mostra.

A curva existe, e a pesquisa já validou ela de novo. Só que ela foi feita com lista de palavras.

Aplicar a curva de forma engessada ao conteúdo do vestibular dá problema. O bloco sobre revisão espaçada, mais abaixo, explica por quê.

A memória passa por três etapas:

  1. Codificar.
    O cérebro escolhe o que grava, e o nosso cérebro grava muitas histórias. Se a gente for pensar em toda evolução humana, a gente gravava as histórias e não necessariamente dados e estatísticas.
  2. Consolidar no sono.
    Essa etapa acontece fora da mesa de estudo.
  3. Recuperar.
    É buscar a informação quando a prova pede.
Dormir também é estudar. Se o conteúdo não fica, talvez o seu sono não esteja tão bom. Por quê? Porque é no sono que a gente consolida a memória de longa duração. Então, durma que você vai aprender mais.

Duas coisas também atrapalham a gravação. A primeira é que você deve estar estudando com desespero ou desinteresse, que são duas situações que não favorecem a aprendizagem. Então repare na sua cara, na sua expressão durante o estudo. A segunda: talvez você esteja estudando tudo de uma vez.

O caminho completo da memória, do esquecimento à revisão, está em memorização.

Quais tecnicas de memorização têm mais evidência?

As tecnicas de memorização que mais rendem são a recuperação ativa, os flashcards, a revisão espaçada e as questões misturadas. Os mnemônicos servem em caso pontual. Releitura, grifo, post-it e resumo copiado só parecem funcionar.

Eu sempre falo que não existe aprovação em Medicina sem revisão. E o maior erro de quem eu vejo estudando muito sem a nota aumentar é deixar a revisão de lado.

Não existe aprovação em Medicina sem revisão.

Na tabela está cada técnica, o que ela treina no cérebro e onde ela rende.

TécnicaO que treinaRendimentoPágina completa
Recuperação ativaBuscar a informação sem consultarRende maisEstudo ativo
Flashcards e AnkiLembrar a resposta a partir de uma perguntaRende maisFlashcards
Revisão espaçada e diferenciadaVoltar ao conteúdo antes de esquecer, mais vezes no que você erraRende maisRevisão espaçada
Questões misturadasDescobrir qual assunto a questão cobraRende mais quando você já tem baseRevisão espaçada e questões misturadas
Mnemônicos e históriasGravar o que não entra, por imagem e exageroServe em caso pontualMnemônicos e histórias
Releitura e grifoReconhecer o texto, não lembrarSó parece funcionarComo estudar de forma eficiente
Post-it na paredeReconhecer o que você já vê todo diaSó parece funcionarFlashcards
Resumo copiadoCopiar o material, sem selecionar o que importaSó parece funcionarResumo

As quatro primeiras têm uma coisa em comum: obrigam você a buscar a resposta sem olhar. Lembrar sem consultar é estudo ativo, e isso é bem estudado.

Explicar com as suas palavras → método Feynman · Anotar e refazer o que você erra → caderno de erros

Quer a comparação de todos os métodos de estudo, e não só dos de memorização? Ela está em como estudar de forma eficiente.

Recuperação ativa: como lembrar sem olhar?

A recuperação ativa é fechar o caderno e tentar trazer o conteúdo de volta de cabeça. Ela é a base de toda técnica de memorização que rende.

E eu relembrar aquilo que eu estudei sem consultar é parte de um estudo ativo, é bem consolidado até, bem estudado, isso aí chama de recall. Eu tive uma aula, eu fecho aquilo ali, espera aí, o que eu sei disso?

Vídeo: como memorizar os estudos com estudo ativo e revisão

Vídeo: como memorizar os estudos com estudo ativo e revisão

Você pode fazer recall de três jeitos:

Folha em branco

Escreva tudo o que você lembra da aula.

Flashcard

Leia a pergunta e responda antes de virar.

Questão de prova antiga

Resolva sem consultar a matéria.

Resolver questão também memoriza, porque eu voltar nos meus erros sem ver só a resolução comentada é uma parte de um estudo ativo. Então volte no erro e tente de novo antes de olhar a resolução.

Olhou a resolução antes de tentar? Então não foi recall. Ver a resolução pronta não treina a busca. Às vezes me perguntam: eu posso fazer o recall olhando minhas anotações? Não, pelo mesmo motivo.

Agora, cuidado com o exagero no outro sentido.

Sair da aula e fazer um bloco enorme de questões do mesmo tema na hora dá acerto alto e a sensação de que você aprendeu. É o que eu mais vejo: a pessoa assiste a aula, acerta praticamente todas as questões do capítulo ou do módulo, mas depois as notas não aumentam nos simulados.

Só que o efeito teste, que mostra o que você sabe de verdade, só aparece quando existe esforço para lembrar.

O passo a passo completo está em estudo ativo.

Como usar flashcards e Anki para memorizar?

O flashcard bom tem uma pergunta na frente e a resposta atrás. E ele obriga você a buscar a resposta sem pista.

Uma das formas mais eficientes são os flashcards, porque cada cartão é um pequeno teste de recuperação ativa.

Um exemplo de Biologia:

Frente

O que está promovendo o desaparecimento dos corais?

Sem nenhuma palavra que entregue a resposta.

Verso

A explicação e uma dica.

Marque cada acerto e cada erro no próprio cartão: um ponto importante nos flashcards é ter ali no cantinho um monitoramento de como você foi das outras vezes que você revisou. Se um cartão tem três checks, porque eu acertei três vezes, é lógico que ele merece menos a minha atenção do que um que eu errei três vezes.

Logo abaixo tem o que não conta como flashcard, se vale mais o papel ou o Anki e por que a pilha pequena rende mais. O passo a passo completo está em flashcards.

O que não é flashcard?

Flashcard com muito texto não é flashcard. É um mini-resumo, e mini-resumo não tem efeito teste.

Pense num cartão com um resumo bonito sobre membrana plasmática, com todos os pontos. Eu vou acabar de ler esse mini resumo, que muita gente chama de flashcard, mas não é, achando que eu sei tudo de membrana plasmática, mas eu vou continuar errando nos simulados.

O outro erro é escrever o tema no cartão. Um flashcard não pode ter o tema que está sendo abordado, senão a gente já gera uma ilusão de competência.

Imagina um flashcard que traz escrito na frente o tema da resposta, por exemplo "paráfrase". Poxa, ficou muito, muito, muito mais fácil. Só que na hora da prova a gente não sabe qual é o conteúdo, a gente tem que descobrir.

Confira se o seu cartão caiu em algum destes erros:

Texto longo
Um resumo inteiro de membrana plasmática num cartão só.
Tema escrito na frente
O cartão avisa que a questão é sobre "paráfrase".
Resposta visível
Dá para ver a resposta sem virar o cartão.

Na frente vai só a pergunta. O tema fica na sua organização, não no cartão.

Papel ou Anki?

Os dois funcionam, e eu recomendo começar no papel.

Papel

É onde você aprende o formato. Pergunta curta na frente, resposta atrás, check no acerto e x no erro.

Anki

Entra depois que o formato estiver no automático. Ele ajuda a organizar a pilha e a mostrar de novo os cartões que você erra.

A pessoa que pula o papel costuma cair no exagero. Quando ela começa ali no Anki, a tendência é fazer muitos flashcards. E o que decide o resultado é a pergunta bem feita, não a ferramenta.

Por que menos cartões rendem mais?

Poucos cartões bem feitos por dia rendem mais do que uma pilha depois de cada aula, porque você consegue revisar todos.

Tem gente que assiste uma aula e sai com uma pilha enorme de flashcards. Não é o volume que importa.

Pilha grande vira cartão atrasado. E cartão atrasado não é revisado.

O que faz diferença é concentrar realmente naquilo que mais cai e no que você mais erra. Isso cai muito? Vale a pena um flashcard. Isso eu errei? Vale a pena um flashcard. O resto fica para as questões.

Feito assim, o flashcard é muito melhor do que um post-it que você fica olhando todos os dias porque essa é uma revisão ativa. Você consegue saber se você de fato está se lembrando.

Revisão espaçada e questões misturadas funcionam?

A revisão espaçada e as questões misturadas funcionam, e pelo mesmo motivo: as duas obrigam o cérebro a buscar a informação quando ela já está quase esquecida.

A revisão espaçada volta ao conteúdo em intervalos. As questões misturadas fazem você descobrir qual assunto a questão cobra antes de resolver, como acontece na prova.

Uma pesquisa com dois grupos mostrou a diferença:

GrupoNa horaSemanas depois
Questões por temaAcerto altoAcerto baixo
Questões misturadasAcerto menorLembra mais

Misturar pesa mais. Isso se torna muito mais difícil, gasta muito mais tempo e gera um cansaço mental muito maior. É esse esforço que faz a memória segurar, porque não adianta eu acertar as questões só quando eu acabei de ver um assunto.

Não precisa de material especial: você pode pegar um simulado ou uma prova antiga e usar como uma lista misturada.

Só tem um cuidado com o intervalo fixo aplicado a todo o conteúdo.

O conteúdo de segunda se soma ao de terça, que se soma ao de quarta. Não é a mesma lista que você vai revisar para sempre. O conteúdo vai se acumulando, e isso vira uma bola de neve e gera uma frustração muito grande.

Revisão diferenciada: mais vezes no que você erra. Por isso eu falo que a revisão tem que ser ativa e tem que ser diferenciada: mais frequência no que você está errando e menos no que você já acerta.

E em uma boa revisão vale a pena também colocar questões misturadas, principalmente se você já tem uma boa base.

A montagem dos intervalos está em revisão espaçada.

Mnemônicos e histórias: quando valem a pena?

O mnemônico e a história visual valem a pena para o conteúdo que você já revisou e continua não entrando, como uma lista de doenças ou uma fórmula.

Sempre que a gente conseguir transformar alguma coisa em uma história, em um filme visual, inclusive com humor, com exagero, isso fica mais fácil de gravar.

Uma aluna que eu acompanhava travava nas doenças de Biologia: ela estava confundindo todas as doenças e ela estava com muita dificuldade.

Então ela montou filmes na cabeça. Primeiro, imaginou a cena: um mosquito gigante foi lá, picou a pessoa e a pessoa ficou com dengue. Na malária, ela fez um outro filme visual imaginando uma pessoa lá na Amazônia, com outro mosquito e febre muito alta.

Vídeo: a dica mais valiosa para a sua aprovação

Vídeo: a dica mais valiosa para a sua aprovação

Por quê? O cérebro gosta de histórias e de coisas visuais. É por isso que o cinema faz tanto sucesso, e por isso que é muito mais fácil ver um filme do que ficar estudando ali por várias horas.

Vale para qualquer matéria que trava: pode ser uma fórmula de física, uma fórmula de química, alguma coisa de matemática, alguma coisa de história que não está fazendo sentido na sua cabeça.

Como aplicar:

  1. Escolha o item que não entra
    Mesmo depois de revisar.
  2. Crie a cena exagerada
    Com coisa grande, cor e humor.
  3. Revise a cena com um flashcard
    Para conferir se ela ficou.
Só um cuidado: não é para ser feito com tudo, é para ser feito principalmente nessas situações que a gente vê que a coisa não entra na nossa cabeça. Montar a cena gasta tempo.

Quais técnicas populares rendem pouco?

Reler, grifar, colar post-it, fazer resumo copiado e ouvir música da matéria rendem pouco. Você reconhece o conteúdo e confunde isso com lembrar.

Quando você olha o post-it, você fala: ah, é isso. Mas isso pode gerar o que a neurociência chama de ilusão de competência. E ela aparece muito quando a gente acaba de sair de uma aula ou quando eu acabo de ver uma aula de revisão ou quando eu acabo de ver uma resolução de um exercício.

Com a apostila é igual. Se tudo sai grifado, nada se destaca.

Com o resumo copiado, a pessoa demora um tempão e, no fim, ela não sabe o que é importante. Termina e nem se lembra do que fez.

Releitura
Você reconhece o texto e acha que lembra
→ Fechar o caderno e fazer recall (recuperação ativa)
Grifo em tudo
Se tudo é importante, nada se destaca
→ Transformar o trecho em pergunta de flashcard
Post-it na parede
Olhar todo dia gera ilusão de competência
→ Flashcard, que é revisão ativa (flashcards)
Resumo copiado
Toma tempo e não seleciona o que importa
→ Resumo com as suas palavras (resumo)
Música
A letra fica pela repetição
→ Repetir o conteúdo em revisões distribuídas (revisão espaçada)

A música ensina uma coisa real. Se você não se lembra das fórmulas de física, das coisas que você viu na aula de matemática, mas se lembra das letras das músicas, o motivo é simples: a gente precisa de repetição, assim como no caso das músicas. E a repetição você consegue com flashcard.

Decorar sem entender não segura na prova. A questão muda o contexto, e a frase decorada não se adapta.

A ilusão de competência em detalhe está em como estudar de forma eficiente, e o resumo que funciona está em resumo.

Palácio da memória

O palácio da memória liga cada item de uma lista a um lugar de um caminho que você conhece, como os cômodos da sua casa, na ordem em que você passa por eles.

Para saber se funcionou, percorra o caminho de cabeça e diga o item de cada lugar sem olhar. Esse teste é recuperação ativa, e é ele que fixa a lista.

Se o caminho só existe no papel, você está relendo.

Mapa mental

O mapa mental organiza a matéria num desenho, com o tema no centro e os ramos em volta.

Ah, Sassá, mas eu já fiz mapa mental de tudo. Eu sei, mas se você só olha o mapa pronto, você está relendo, não lembrando.

Refaça o mapa numa folha em branco, sem olhar o original, e compare depois. O passo a passo está em mapa mental.

Áudio da matéria

Ouvir a gravação da matéria no ônibus é releitura com fone: você reconhece o conteúdo, mas não busca nada de cabeça.

Quer usar áudio? Pause antes de cada trecho e tente dizer o que vem a seguir. Depois dê o play e confira. Assim o áudio vira recall.

Sem essa pausa, ele serve para relembrar o assunto, nunca para substituir a revisão ativa.

Qual técnica usar para cada conteúdo?

A técnica certa depende do tipo de conteúdo. Nome e lista pedem flashcard, conceito pede explicar com as suas palavras, fórmula pede flashcard com a situação de uso, e interpretação pede questão.

Tipo de conteúdoTécnica principalTécnica de apoioExemplo de BiologiaExemplo de QuímicaExemplo de Física/Matemática
Nomenclatura e listasFlashcard com o nome atrásHistória visual para o que não entraDoenças como dengue e malária; filos animaisFunções orgânicas e classificação de cadeiasFormas de transmissão de calor
ConceitosExplicar com as suas palavras (método Feynman)Flashcard sem o tema escrito na frenteLamarck e Darwin; desaparecimento dos coraisPolaridade dos compostos orgânicos; catalisadoresEmpuxo; vetor
FórmulasFlashcard com a figura ou a situação na frente e os passos atrásQuestões por temaProbabilidade em cruzamentos e heredogramasEstequiometria com cálculo de concentraçãoTemperatura de equilíbrio na calorimetria; mediana
Interpretação de texto e gráficoQuestões misturadas de prova antigaCaderno de errosEcologia e biomas brasileirosReações endotérmicas e exotérmicasAnálise de gráficos de funções

Para fórmula e nome específico, a melhor estratégia que tem validação científica são os flashcards. Na frente você coloca qual fórmula, qual estrutura, qual é o nome. Atrás você coloca as respostas.

Em Matemática e Física, o cartão vai além da fórmula solta. Ele pode trazer a figura na frente, ou então você pode colocar uma situação e você tem que colocar os passos para resolver aquilo.

Em conceito de Biologia, como a diferença entre Lamarck e Darwin, explicar em voz alta mostra se você entendeu ou só decorou. O passo a passo está em método Feynman.

Em interpretação de texto e gráfico, questão misturada de prova antiga treina o que a prova cobra. O que você errou vai para o caderno de erros.

E o que não entra de jeito nenhum ganha uma história visual, como a cena da dengue no bloco de mnemônicos e histórias, mais acima.

Como encaixar as técnicas na semana?

A semana que funciona junta três coisas: estudar o conteúdo novo, fazer poucos flashcards sobre ele no mesmo dia e resolver questões misturadas em dias fixos.

Eu recomendo organizar assim:

  1. Segunda
    Conteúdo novo, cartões do dia e questões misturadas de prova antiga.
  2. Terça
    Conteúdo novo e cartões do dia.
  3. Quarta
    Conteúdo novo, cartões do dia e questões misturadas de prova antiga.
  4. Quinta e sexta
    Conteúdo novo e cartões do dia.
  5. Sábado e domingo
    Revisão dos cartões da semana e separação dos que você errou.

Os cartões errados não ficam para trás: a pessoa separa os que ela errou e revisa novamente na semana seguinte. O que você errou muitas vezes ganha um tempo separado na semana, até o problema ser superado.

Os aprovados que eu acompanhei têm um ponto em comum: eles não esperaram terminar todo o conteúdo para revisar. Não existe aprovação em Medicina sem revisão, então ela entra desde a primeira semana, junto com o conteúdo novo.

Precisa distribuir todas as matérias no mês? O método está em cronograma de estudos. Quer fixar horários? Veja rotina de estudos. Quer ajustar a revisão da semana inteira, além das técnicas de memorização? Veja como estudar melhor.

Por onde começar a revisar comigo?

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Bora com tudo, estou na torcida pela sua aprovação.

Perguntas frequentes sobre técnicas de memorização

Qual é a técnica de memorização mais eficiente para o ENEM?

A recuperação ativa: tentar lembrar sem olhar, com flashcard, folha em branco ou questão de prova antiga.

Ela tem efeito teste. Então mostra o que você já sabe e o que falta, sem gastar tempo relendo teoria.

A revisão espaçada e as questões misturadas completam o trio, porque fazem você buscar a informação de novo quando ela está quase esquecida. A comparação com outros métodos de estudo está em como estudar de forma eficiente.

Anki ou flashcard de papel: qual é melhor?

Os dois funcionam, e eu recomendo começar no papel.

Escrever à mão ajuda você a aprender o formato: pergunta curta na frente, sem o tema escrito, e a resposta atrás. Depois que isso estiver no automático, o Anki ajuda a organizar a pilha e a mostrar de novo os cartões que você erra.

O que decide o resultado é a pergunta bem feita, não a ferramenta.

Palácio da memória funciona para o vestibular de Medicina?

Funciona só se você percorrer o caminho de cabeça, sem olhar. O palácio da memória liga cada item de uma lista a um lugar de um caminho que você conhece, e esse teste de cabeça é recuperação ativa.

Para a maior parte do conteúdo, a pergunta de um flashcard ou uma questão de prova antiga já faz esse teste, sem você precisar montar o caminho antes.

Se uma lista em ordem não entra de outro jeito, experimente o palácio e teste de cabeça.

Dormir pouco atrapalha a memorização?

Atrapalha, sim. Por quê? Porque é no sono que a gente consolida a memória de longa duração. Então, durma que você vai aprender mais.

Virar a noite estudando tira do cérebro o tempo que ele usa para gravar o que você viu durante o dia.

Estudar com desespero e estudar tudo de uma vez também atrapalham a gravação. A noite de sono faz parte do plano de estudo.

Dá para memorizar sem entender o conteúdo?

Dá para decorar, mas não segura na prova. A questão muda o contexto da pergunta, e a frase decorada não se adapta.

Um resumo bonito que você só lê também engana: você reconhece o texto, não tem efeito teste e fica com ilusão de competência.

Primeiro entenda o conceito, por exemplo explicando com as suas palavras. Depois fixe com flashcard.

Música e áudio ajudam a memorizar a matéria?

Ajudam pouco. Se você não se lembra das fórmulas de física, das coisas que você viu na aula de matemática, mas se lembra das letras das músicas, o motivo é a repetição.

Ouvir áudio da matéria é releitura com fone, sem efeito teste.

Se quiser usar, pause antes de cada trecho e tente dizer o que vem a seguir. E nunca use o áudio no lugar da revisão ativa.

Com que frequência devo revisar o que eu erro?

Mais vezes do que o que você acerta. Essa é a revisão diferenciada.

Marque um check no cartão que você acertou e um x no que você errou. O que tem mais x volta mais cedo.

Um intervalo fixo igual para todo o conteúdo vira bola de neve, porque a matéria se acumula. Os intervalos para montar a sua revisão estão em revisão espaçada.

Sobre mim, a Sassá

Sou a Sabrina Oliveira, a Sassá. Sou educadora especialista em aprendizagem e neurociência da aprovação, e acompanho vestibulandos de Medicina há mais de uma década.

Conheça a minha história em sobre a Sassá.

Criei a VemMED para quem quer uma vaga em Medicina pública pelo ENEM e pelo SISU.

Tudo o que eu ensino parte de como o cérebro grava e recupera informação: estudar certo, não estudar muito.