Querer desistir do vestibular é normal?
Sim, a vontade de desistir do vestibular é normal. E ela não prova que você não serve pra medicina.
Eu sei que você quer muito ser aprovado em medicina esse ano. Mas ainda assim tem vários momentos que a preguiça, o desânimo, o cansaço te dominam e aí você não consegue estudar o tanto que você gostaria ou que você deveria para ter o resultado que você quer.
Essa vontade costuma chegar quando o esforço é grande e o resultado ainda não aparece. O simulado não sobe. O ano parece longo. Ou a lista saiu e o seu nome não estava lá.
Olha só duas histórias que eu acompanhei de perto:
- A Duda, aprovada em medicina na UFMG, quase desistiu depois de um resultado ruim. Mudou o jeito de estudar, tentou de novo e passou.
- A Julia foi mal na UFU e jurou nunca mais fazer essa prova. Voltou mais preparada e passou.
Pelo que eu vejo nos meus alunos, essa vontade é sinal de cansaço e de carga emocional. Ela não diz nada sobre a sua capacidade.
E carga emocional é uma coisa que a gente consegue tirar.
- É normal.
- Não é um veredito sobre você.
- Não decida nada no dia da crise.
Então bora por partes: por que isso acontece, quais sinais pedem ajuda, o que fazer no dia da crise e como decidir com calma o seu próximo passo.
Por que dá vontade de largar tudo?
A vontade de largar tudo quase nunca tem uma causa só. Ela junta cinco coisas: resultado que demora, cansaço acumulado, autocobrança, comparação e medo de não passar.
E tem uma coisa que eu vejo muito na hora de agir: a pessoa fica às vezes esperando estar ali no 100% e esse 100% não vai chegar.
Um ano de vestibular dá poucos sinais de progresso. Quando o esforço não vira resultado que você enxerga, a motivação cai.
Aí a autocobrança piora tudo, porque transforma descanso em culpa. E a comparação com quem posta estudo sem parar pesa mais ainda.
Se o seu pensamento é "eu não sirvo pra isso", eu explico isso na página sobre síndrome do impostor. Se você está travando a própria preparação, veja a página sobre autossabotagem nos estudos.
Resultado que demora a aparecer
O simulado não sobe na velocidade do seu esforço, e isso parece prova de que nada está funcionando. Muitas vezes está. Só que o resultado aparece depois.
Cansaço acumulado
Semanas sem pausa de verdade viram cansaço, e cansaço parece falta de vontade. Por isso descanso marcado na agenda faz parte do método.
Autocobrança e culpa por descansar
Quando qualquer pausa vira culpa, estudar para de dar prazer e começa a dar medo. A Duda, aprovada em medicina na UFMG, conta que não se permitia descansar porque sempre tinha gente estudando enquanto ela parava:
"Eu tenho que fazer porque eu tenho, se eu descansar eu vou estar errando, se eu descansar tem gente estudando enquanto eu descanso, não posso descansar"
— Duda, aprovada em medicina na UFMG
Comparação com quem estuda do lado
A rotina que aparece na rede social é um recorte. Se você compara o seu dia inteiro com o melhor momento de outra pessoa, você sempre vai sair atrás.
Uma aluna aprovada contou o que mudou quando ela parou com isso:
"me ajudou a acreditar mais em mim, em parar de me comparar com outras pessoas, em acreditar no meu processo."
— aluna aprovada em medicina, em depoimento
Medo de não passar
O medo de não passar faz a pessoa se proteger largando antes. Só que largar é o único jeito de garantir que você não vai passar.
Esse medo é carga emocional. E o que destrava esse medo parece milagre, mas é a gente tirar a carga emocional e a ciência explica isso muito bem.
Desânimo passageiro ou sinal de esgotamento?
Desânimo passageiro melhora com descanso, com um dia bom ou com uma meta cumprida. Esgotamento não melhora sozinho e pede ajuda profissional.
Presta atenção nestes sinais e leva eles a sério:
- choro frequente antes de estudar;
- sono ruim que não passa;
- falta de vontade de fazer qualquer coisa, não só estudar;
- crises de ansiedade;
- isolamento;
- pensamentos de que nada vale a pena.
Se esses sinais aparecem e não vão embora, o primeiro passo não é mexer no cronograma.
Onde buscar ajuda:
- Converse com um psicólogo ou com um médico.
- Procure a rede pública de saúde: a UBS ou o CAPS também atendem.
- Em crise, procure um serviço de apoio emocional ou a rede pública de saúde.
Esta página não substitui atendimento profissional.
Pedir ajuda não é fraqueza e não atrasa a sua aprovação. A Julia, aprovada em medicina na UFU, buscou ajuda durante a preparação:
"fazia terapia, eu fazia terapia já há uns anos e comecei a fazer, acho que no último ano, eu fui atrás de um tratamento psiquiátrico"
"Então, eu parei de ter medo de ter uma crise quando eu falei, se tiver, eu estou preparada para lidar com ela."
— Julia, aprovada em medicina na UFU
A Duda também conta como eram as noites nos anos de cursinho:
"mas o sono também nunca foi bom nesses anos, não. Eu era muito tensa com tudo, então ficava muito nervosa, pilhada e não conseguia descansar quase nada."
— Duda, aprovada em medicina na UFMG
Se o que pesa é a ansiedade, eu falo disso nas páginas sobre ansiedade no vestibular e ansiedade na prova.
O que fazer quando bate vontade de largar?
No dia em que bate a vontade de largar, a regra é uma só: não decida nada definitivo nesse dia.
O que te segura nesse dia não é ter força de vontade. É ter why power. É saber exatamente por que você está fazendo aquilo. E aí ao longo do tempo, dos dias, dos meses, a gente vai esquecendo aquele porquê. Deixa esse porquê muito claro. Por que você quer estudar de manhã? Por que você quer estar naquela aula mesmo ela sendo chata? Por que você quer fazer os exercícios mesmo estando cansado?
Então o roteiro é curto:
- Espera alguns diasantes de qualquer decisão.
- Escreve por que você quer medicinae em qual universidade.
- Faz a menor tarefa possível do diapelo seu porquê e não pela vontade.
- Conversa com alguém de confiança.
Gente, quem é a pessoa que tem vontade de fazer exercício sábado 8 horas da manhã? E quem é a pessoa que tem vontade de assistir a décima aula do dia? Ninguém. Então, naquele momento que a preguiça estiver ali te jogando pra baixo e você não tiver com vontade de fazer nada, não vá pela força de vontade, vá pelo porquê.
Vídeo: não espere a força de vontade
O seu porquê, por escrito. Olha um exemplo do que você pode dizer pra você mesmo no dia difícil:
Eu vou fazer esse exercício porque eu quero passar na faculdade tal esse ano, porque eu quero ser médica. E porque eu não quero fazer mais um ano de cursinho.
E se o medo é de ir mal na prova, anota aí: seu medo é não passar, mas se você não for fazer a prova, a única certeza que a gente tem é que você não vai passar.
Se o problema é adiar a tarefa todo dia, veja a página sobre procrastinação. Pra manter o ritmo depois da crise, leia sobre disciplina nos estudos.
O ânimo caiu no meio do ano?
O ânimo cai no meio do ano porque a empolgação do começo acaba antes de o resultado aparecer. E é nesse intervalo que muita gente larga.
No começo do ano tem novidade e plano novo. No meio tem matéria acumulada, simulado que não sobe e cansaço. E quando é tanta matéria, a pessoa fica perdida, né? Fica assim, nossa, onde é que eu vou dar conta de fazer tudo de tudo?
Então a saída é dar um objetivo diferente pra cada fase:
Os vestibulares de meio de ano ajudam, porque viram treino real com prova valendo. Olha dois exemplos do calendário de 2026, com provas que já foram aplicadas:
- UERJ, Vestibular Estadual 2027: dois Exames de Qualificação, em 07/06/2026 e 06/09/2026. Vale a maior pontuação entre os dois.
- UEM, Vestibular de Inverno 2026: prova em 12/07/2026.
Até 20 dos 100 pontos da nota final da UERJ vêm do conceito no Exame de Qualificação.
A Julia, aprovada na UFU, explica por que não precisa ter medo dessas provas:
"não tenha medo de ir mal, de ah, não passei no meio do ano e acabou tudo, você tem mais alguns meses para se preparar"
— Julia, aprovada em medicina na UFU
Pra reorganizar a semana, veja a página sobre rotina de estudos. Se o problema é a cabeça longe dos livros, leia sobre foco nos estudos.
Não passei de novo: o que deu errado?
Antes de decidir se tenta de novo, você precisa saber o que deu errado. E quem responde isso são os seus números, e não o seu sentimento.
Muita gente faz prova, muita gente faz simulado, pouca gente olha os erros.
Na maioria dos casos que eu acompanho, quem não passa não tem falta de inteligência nem de hora de estudo. Tem falta de método.
- nota por área;
- nota da redação;
- tempo de prova;
- distância entre o simulado e a prova real;
- se você revisou o que estudou ao longo do ano;
- se você treinou estratégia de prova.
A Duda percebeu o problema quando comparou o que achava que tinha acertado com o gabarito:
"quando eu saí do Enem, no segundo dia eu achei que eu tinha arrasado em matemática, só que aí depois eu fui corrigir e vi que eu caí em todas as pegadinhas"
— Duda, aprovada em medicina na UFMG
A Julia percebeu que tinha parado de evoluir:
"Eu acho que teve uma hora que eu parei de evoluir na nota, assim, eu senti que eu aprendi muito, só que chegou uma hora que faltava estratégia de prova e estratégia de revisão."
— Julia, aprovada em medicina na UFU
Pra comparar a sua nota com as notas de corte, use o Simulador SISU. Ele é gratuito, só precisa fazer cadastro.
Se a distância é pequena, ajusta o método. Se é grande, a decisão da próxima seção pesa mais.
Desistir, mudar a estratégia ou trocar de prova?
Desistir do vestibular, desistir de medicina e mudar a estratégia são três decisões diferentes. A maioria das pessoas que eu acompanho precisa da terceira.
Os critérios que eu uso:
- Se o seu método mudou pouco de um ano pro outro, muda o método antes de mudar o sonho.
- Se a sua nota evolui, a aprovação é questão de estratégia e de tempo.
- Se medicina deixou de ser o que você quer, repensar o curso é uma decisão legítima. Só que você toma essa decisão com calma, nunca no dia do resultado.
Mudar a estratégia pode incluir outra prova além do ENEM. Eu sugiro você se perguntar assim: o ENEM tem que ser feito, mas será que tem alguma prova que tem mais meu estilo, que eu consigo aproveitar melhor minhas habilidades? É algo que vale a pena a pessoa abrir a cabeça.
Tem gente que fica presa no ENEM, ENEM, ENEM, e às vezes ela perde oportunidade de fazer uma prova que tem mais a ver com ela, tem mais o estilo dela.
244 vagas de Medicina na FUVEST 2027: 128 em Pinheiros, 43 em Bauru e 73 em Ribeirão Preto, com 1ª fase em 01/11/2026.
104 vagas de Medicina na UERJ, no Campus Maracanã, pelo Vestibular Estadual 2027.
A Duda deixa um conselho pra quem pensa em se contentar com menos:
"para não desistir e não se contentar com outras coisas que não sejam o que você realmente quer, não ficar entrando em outros cursos"
— Duda, aprovada em medicina na UFMG
Três decisões diferentes
Cada decisão tem o seu sinal e o seu primeiro passo. Olha as três lado a lado:
| Critério | Insistir com outro método | Incluir outras provas | Repensar o curso |
|---|---|---|---|
| Quando faz sentido | A sua nota sobe de um ano pro outro, mas o jeito de estudar mudou pouco | Você rende melhor num formato de prova diferente do ENEM | Medicina deixou de ser o que você quer, e essa conclusão continua a mesma dias depois do resultado |
| Primeiro passo | Fazer o diagnóstico da seção "Não passei de novo: o que deu errado?" | Olhar a tabela de outras provas logo abaixo | Esperar alguns dias antes de decidir, como no roteiro do dia da crise |
Outras provas além do ENEM
FUVEST, UERJ e UEM têm provas próprias, com formatos bem diferentes do ENEM. Mas a porta principal continua sendo o ENEM/SISU.
| Prova | Formato da prova | Vagas de Medicina | Calendário da edição |
|---|---|---|---|
| FUVEST 2027 (USP) | 1ª fase com 80 questões de múltipla escolha | 244 vagas: 128 em Pinheiros, 43 em Bauru e 73 em Ribeirão Preto | 1ª fase em 01/11/2026; 2ª fase em 06/12/2026 e 07/12/2026 |
| UERJ, Vestibular Estadual 2027 | Exame de Qualificação com 60 questões objetivas; dá para fazer um ou os dois, e vale a maior pontuação | 104 vagas no Campus Maracanã (57 de ampla concorrência e 47 de cotas) | Exames de Qualificação em 07/06/2026 e 06/09/2026 (já aplicados) |
| UEM, Vestibular de Inverno 2026 | Redação e 50 questões objetivas no modelo de somatória | 12 vagas (integral, Maringá) | Prova em 12/07/2026 (já aplicada) |
Medicina costuma levar mais de uma tentativa?
Pra muita gente, sim. Vários dos alunos que eu vi aprovados em medicina passaram depois de mais de um ano de preparação.
Eu não tenho um número oficial de tentativas pra te dar. E não vou inventar um.
O que eu tenho são as histórias. A Duda passou na UFMG depois de algumas tentativas. A Julia passou na UFU depois de anos de cursinho.
Nas duas, o tempo de estudo não se perdeu, porque a nota subia de um ano pro outro. A Julia olhava justamente pra isso:
"E aí eu falei, vai ser questão de tempo, porque eu estou evoluindo. Não teve um ano que eu regredi de nota"
— Julia, aprovada em medicina na UFU
O risco está do outro lado. Saber que vai ficar muito tempo no cursinho pode virar desculpa pra adiar a matéria difícil. Ela mesma conta:
"então tinha uma procrastinação por saber que eu ia ficar um tempo um tempo grande no cursinho"
— Julia, aprovada em medicina na UFU
Se isso soa familiar, leia a página sobre procrastinação.
Então troca a pergunta. Em vez de "quantas vezes eu já tentei", pergunta estas duas:
A minha nota está subindo?
O meu método mudou?
Quem quase desistiu e passou: o que mudou?
Quem quase desistiu e passou mudou o método, e não a força de vontade.
Eu separei aqui o que duas alunas aprovadas contaram nas nossas conversas, com as palavras delas. Os caminhos foram diferentes. E assim, não faz sentido de ter um jeito, um único jeito para a gente que tem perfil completamente diferente, né? Tem gente que naturalmente já sabe estudar. Tem gente que naturalmente já sabe se organizar. A Duda e a Julia precisaram construir o jeito delas.
Depois muita questão e simulado desde o começo do ano, e descanso sem culpa.
"Eu acho que meu primeiro ano foi resumido em tipo cumprir metas, mas não cumprir bem feito. Só dar o check lá na agenda, mas não fazer direito."
"Eu falei, vou fazer mais um ano e vamos ver no que vai dar. E deu."
— Duda
Depois cronograma com acompanhamento diário, revisão espaçada e correção caprichada dos simulados.
"Eu fiz a UFU uma vez, fui mal, falei nunca mais vou fazer. E na segunda vez que eu estava mais preparada, eu fui bem e passei."
"E também organizar os estudos, ter um cronograma, ter um acompanhamento do que eu tinha que fazer em cada dia da semana."
— Julia
Nas duas histórias, a virada veio igual: elas olharam os próprios erros e trocaram o método.
Vídeo: entrevista com a Duda, aprovada em medicina na UFMG
Uma aluna aprovada contou, em poucas palavras, como foi ter acompanhamento:
"antes eu me sentia muito sozinha estudando e esse ano foi totalmente diferente."
— aluna aprovada em medicina
Como voltar a estudar sem recomeçar do zero?
Você não recomeça do zero. Você volta com o que já aprendeu e troca o jeito de estudar.
A aprovação continua sendo o objetivo. Só que não adianta a pessoa querer, querer, querer, querer se ela não consegue se manter constante pra fazer o caminho necessário pra alcançar isso.
O plano de retomada que eu recomendo serve pra te ajudar a se manter constante mesmo nos períodos de cansaço, de preguiça e de desânimo. Ele tem quatro passos:
- Metas pequenas da semanaque você consegue medir.
- Questões e simulado como diagnósticocom correção dos erros.
- Revisão espaçadado que você já estudou.
- Descanso marcado na agendasem culpa.
Estudar certo, não estudar muito.
A Duda resume bem como é essa volta:
"é continuar tentando, modificando nossa forma de estudar, procurando o melhor método, mas não desistir é o principal."
— Duda, aprovada em medicina na UFMG
Pra organizar a revisão, o Plano de Revisão de 40 Dias é gratuito.
Pra montar a semana, eu explico passo a passo na página sobre rotina de estudos. E pra manter o ritmo, leia sobre disciplina nos estudos.
Se você quiser o meu acompanhamento no ano todo, o VemMED 5.0 é o meu curso online:
- 9 módulos;
- aulas ao vivo;
- comunidade de alunos;
- mentorias pra montar o cronograma;
- preparo emocional;
- bônus: Kit da Aprovação digital.
Perguntas frequentes sobre vontade de desistir
É normal ter vontade de desistir do vestibular?
É normal, sim, e não quer dizer que você não serve pra medicina.
A vontade de desistir do vestibular aparece quando o esforço é grande e o resultado demora. Tem vários momentos em que a preguiça, o desânimo e o cansaço dominam até quem quer muito passar.
O que conta é o que você faz com ela:
- não decidir no calor da emoção;
- descansar sem culpa;
- olhar pro seu método antes de olhar pra sua capacidade.
Como saber se é só desânimo ou se eu preciso de ajuda?
Desânimo passageiro melhora com descanso, com um dia bom ou com uma meta cumprida. Se não melhora, é hora de pedir ajuda.
Fica atento a estes sinais, quando eles não passam:
- choro antes de estudar;
- sono ruim;
- perda da vontade de fazer qualquer coisa;
- crises de ansiedade.
Nesses casos, procura um psicólogo ou um médico. A rede pública de saúde também atende.
Pedir ajuda não atrasa a sua aprovação. Esta página não substitui atendimento profissional.
O que eu faço no dia em que dá vontade de largar tudo?
No dia em que dá vontade de largar tudo, você não decide nada.
Escreve por que você quer medicina e em qual universidade. Depois, faz a menor tarefa possível do dia, pelo seu porquê e não pela vontade. Não é ter força de vontade, é ter why power.
Depois de alguns dias, com a cabeça mais calma, você olha os seus números e decide.
Vale a pena tentar medicina de novo depois de reprovar?
Tentar medicina de novo vale a pena quando a sua nota está subindo e você está disposto a mudar o método. Se você tenta de novo do mesmo jeito, a chance é repetir o mesmo resultado.
Antes de decidir, faz o diagnóstico por área, redação e tempo de prova.
A Duda, aprovada na UFMG, resumiu o que fez: continuar tentando, mudando a forma de estudar, sem desistir.
Devo fazer outros vestibulares além do ENEM?
Eu recomendo pensar nisso. O ENEM tem que ser feito, mas vale perguntar se tem alguma prova que combina mais com o seu estilo.
FUVEST, UERJ e UEM têm provas próprias, com formatos diferentes do ENEM, e isso abre mais portas pra medicina. A FUVEST 2027, por exemplo, tem 244 vagas de Medicina entre Pinheiros, Bauru e Ribeirão Preto.
Meu filho quer desistir do vestibular de medicina. O que eu faço?
Quando o seu filho fala em desistir do vestibular de medicina, o primeiro passo é observar se há sinais de esgotamento, como choro, sono ruim e falta de vontade de fazer qualquer coisa. Se houver, o caminho é buscar um psicólogo ou um médico.
Depois, ajuda ele a não decidir no dia do resultado e a olhar os números do ano com calma.
A decisão entre continuar, mudar a estratégia ou trocar de curso é dele.
Quantas tentativas são normais para passar em medicina?
Não existe um número oficial de tentativas pra passar em medicina, e eu não vou inventar um.
Muita gente passa depois de mais de um ano de preparação, e o tempo de estudo não se perde quando a nota sobe. A Julia, aprovada na UFU, dizia que ia ser questão de tempo porque estava evoluindo.
Então troca a pergunta: a sua nota está subindo e o seu método mudou?
Sobre mim e o meu trabalho
Sou a Sabrina Oliveira, a Sassá, educadora especialista em aprendizagem e neurociência da aprovação e criadora da VemMED.
Eu acompanho vestibulandos que querem medicina pública via ENEM e SISU. A régua que eu uso é estudar certo, não estudar muito.
Todo ano eu vejo alunos que chegam querendo largar tudo e que só precisavam trocar o método ou descansar sem culpa. Por isso eu escrevi esta página: pra você decidir com calma, com os seus números na mão e sem ninguém te empurrando pra um caminho.
Eu não prometo aprovação. Eu te mostro o caminho que eu vejo funcionar. Os produtos citados aqui são meus.
Estou na torcida pela sua aprovação.
